Alphaville pede informações sobre a Mina Pau Branco

Publicado Segunda, 11 Fevereiro 2019 19:08
Mina Pau Branco: Representantes daVallourec Mineração se reuniram com moradores do Alphavile Lagoa dos Ingleses © Foto: Divulgação / Sarah Rocha / Cedida AGA Mina Pau Branco: Representantes daVallourec Mineração se reuniram com moradores do Alphavile Lagoa dos Ingleses © Foto: Divulgação / Sarah Rocha / Cedida AGA

Sensibilizada com a tragédia que vitimou centenas de pessoas em Brumadinho e com objetivo de esclarecer à sociedade em geral sobre a situação da planta de mineração de propriedade da Vallourec Mineração, a Associação Geral do Alphaville Lagoa dos Ingleses convidou a empresa para uma apresentação sobre o tema “Controle e Mitigações da Mina Pau Branco”.

A mina, localizada na Serra da Moeda, teve suas atividades iniciadas em 1980 e tem capacidade de processamento anual de seis milhões de toneladas de minério de ferro bruto. A reunião, que teve lugar na Fundação Dom Cabral, contou com a participação de dezenas de pessoas, entre moradores dos condomínios no entorno e de Brumadinho, por diretores e técnicos da empresa.

Na ocasião, o superintendente geral  da Vallourec, Reinaldo Brandão, abordou o método de construção e alteamento das barragens, de manutenção e fiscalização, os planos de ação e emergência de barragens, a filtragem de rejeitos, entre outros. Ao falar sobre a estrutura existente na Vallourec, ele explicou que, atualmente, no Brasil não se consegue mais licenciar depois do evento da Vale em Brumadinho, e que a barragem da Mina Pau Branco utiliza o método a jusante, diferente da de Brumadinho que era à montante. Ele mostrou como estão as barragens da empresa e os níveis de emergência existentes, bem como o teste simulado do curso dos rejeitos, caso ocorra alguma ruptura da barragem.

Brandão informou que a Vallourec enxergou o risco de barragem há 8 anos. Que a estrutura está com 75% de sua capacidade e que é conhecida na empresa por barragem seca e está desativada desde 2015. Ainda segundo ele, a empresa aguarda o licenciamento para seu descomissionamento, que deverá acontecer a partir do segundo semestre. “A barragem abriga 2 milhões de toneladas de rejeitos secos e a área interna está preparada para receber até 10 anos de chuva. Os riscos são muito diferentes do acontecido na barragem de Feijão. A comunidade, inclusive, está convidada a conhecer a planta”, disse. Questionado sobre a liquefação do terreno por acúmulo de água de chuva como em Feijão, um dos motivos do rompimento da barragem, ele informou que na planta da mineração tudo é filtrado e empilhado a seco. A mina produz 7 milhões de toneladas, das quais 70% são aproveitadas e 30% são rejeitos. Reinaldo esclareceu que a barragem, possui um dique de contenção de águas pluviais localizado junto à pilha de rejeitos, e que a segunda barragem também formada por água de chuva está localizada ao pé da Serra da Moeda, próximo à Piedade de Paraopeba.

Por fim, ele informou que a empresa não possui um planejamento para construção de barragem e está desativando a única que possui. Ainda sobre a segurança da barragem, ele esclareceu que considerando o pior cenário possível, caso haja a ruptura da estrutura, para identificar o processo até o rompimento levariam semanas ou até meses. Porém, afirmou que o teste simulado aponta que, no caso de colapso ou ruptura, o maior risco é o material ser carreado sob a BR040, por dutos já existentes e que provavelmente entupiriam, passando então por cima da rodovia e seguindo em direção à Lagoa do Miguelão.
Durante a apresentação, os moradores fizeram várias perguntas que foram respondidas pelos técnicos da empresa.

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