Criopreservação do sangue do cordão umbilical e placentário

Publicado Quarta, 10 Julho 2019 14:00

As doenças que afetam a medula óssea estão entre as mais graves que podem ser desenvolvidas pelas pessoas, pois atingem a “fábrica do sangue”.

Daí vem a importância dos bancos de sangue de cordão umbilical e placentário, pois eles guardam as chamadas “células-tronco, cientificamente conhecidas como progenitoras hematopoiéticas”, que são capazes de produzir outras células da medula e aumentar as chances de sucesso do tratamento contra uma doença nesse órgão.
No transplante de medula óssea ocorre a infusão de células progenitoras hematopoiéticas. O transplante pode ser autólogo ou alogênico. O transplante é autólogo quando as células utilizadas são obtidas do próprio paciente; e alogênico quando as células são obtidas de um doador saudável. Pode tanto ser aparentado, quando o doador é um parente do paciente, como também não aparentado, quando o doador não é parente do paciente e as células são obtidas de um “banco de medula óssea”.

A fonte de células progenitoras hematopoiéticas pode ser a medula óssea, o sangue periférico e o sangue de cordão umbilical. Há dois tipos de bancos de cordão umbilical e placentário: os públicos, que atendem a todas as pessoas, e precisam que haja compatibilidade entre quem doou e quem precisa da doação; e os autólogos, ou seja, para uso apenas da pessoa que guardou a amostra. Em Minas Gerais, o único banco autólogo que existe é o Criovida, do Hermes Pardini, que fica no Bairro Buritis, em Belo Horizonte. Inaugurado em março de 2005, o Criovida armazena mais de 4 mil bolsas.

De acordo com a responsável médica do Criovida, Patrícia Fischer Cruz, a possibilidade de compatibilidade entre pessoas é de um para 100 mil no Brasil. “Às vezes a gente demora meses para encontrar um doador. Se eu já tenho armazenada a minha célula de cordão, que é a progenitora, eu vou utilizar. Mas é importante lembrar que, se a doença for congênita, como por exemplo a leucemia congênita, a célula não serve, porque a célula congelada também terá a doença”, argumenta.

A médica explica que o sangue é produzido diariamente no nosso corpo e, portanto, é fundamental que a medula esteja saudável. “São três tipos de células: as hemácias, que transportam oxigênio; as plaquetas (que atuam na coagulação e controlam hemorragias) e os leucócitos (células de defesa). Por isso que, se eu tenho um problema na medula óssea, que é a ‘fábrica de sangue’, eu vou ter um comprometimento na produção dessas células, e isso pode provocar anemia, defesa inadequada e risco de hemorragia”, afirma a médica.

No Criovida há bolsas de sangue de todas as regiões do Brasil. Em função da logística do Grupo Pardini, que atende a todo o país, é possível respeitar o prazo máximo de 48 horas que a amostra tem para ser congelada, determinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Normalmente, as bolsas de outras cidades ou estados chegam até 36 horas após o parto. Depois que a amostra chega, ela passa por um processo cuidadoso de congelamento e depois é armazenada em tanques com temperatura que varia de -150 graus a - 196 graus Centígrados.

Informações e dúvidas

Entre em contato com o atendimento ao cliente Hermes Pardini: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. • www.hermespardini.com.br

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