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Jornal Belvedere Cotidiano Meio Ambiente Rodovia MG-030 poluída por placas de outdoor
29 Agosto 2012 Escrito por 

Rodovia MG-030 poluída por placas de outdoor

Ausência de normas claras e fiscalização facilita a instalação de engenhos publicitários ao longo da via. Moradores alegam que placas podem desviar atenção de motoristas, além de prejudicar sinalização de trânsito e tirar visada de montanhas.

Os motoristas que circulam pela rodovia MG-030 – sentido Belo Horizonte/Nova Lima/Rio Acima/Raposos – além de ficarem atentos às curvas, aos avisos de obras e à grande quantidade de barreiras e de pedras que caem dos morros ao longo do trecho, devem desviar – aí sim – os olhos do número exagerado de placas de outdoor que estão sendo instaladas ao longo da via. Após a rígida legislação imposta pela Prefeitura de Belo Horizonte, por intermédio do Código de Postura, as empresas de outdoor encontraram nas margens das rodovias dos municípios da Grande Belo Horizonte o seu novo “filão”.

Sem ter uma definição clara na lei estadual para tratar da questão, e diante do conflito de normas entre os municípios, além da falta de fiscalização, as placas comerciais se proliferaram nas rodovias do entorno de BH e se tornaram um risco de acidentes, além de atrapalhar a sinalização de trânsito, na avaliação de especialistas. A rodovia MG-030 não ficou fora deste novo filão das empresas de publicidade exterior e a sua margem está recheada de placas, de todos os tipos e tamanhos.

A poluição visual ao longo da MG-030 e na BR-040 (no trevo do bairro Olhos D’Água com o anel Rodoviário) já chama a atenção dos moradores que começam a se mobilizar e a pedir providências as autoridades. Há de tudo, de capina de lote a venda de colchões “É impressionante como foi intensificado o número de outdoors nas margens da MG-030, tirando a visão e poluindo nossa região. Sou morador de um condomínio no entorno da rodovia e após a alteração do Código de Postura de BH, vemos que estão transferindo para Nova Lima esta prática. É mais um motivo para desviar a atenção do motorista e, com isso, causar um grave acidente. A gente toma cuidados, mas outro motorista pode ter a sua atenção desviada por uma placa desta e provocar um acidente”, afirma Flávio Starling Braga, que além de morador na região é profissional na área de marketing.

A estrada de Nova Lima, que por um lado conta com a beleza das montanhas que a cerca, agora está ofuscada pelas placas publicitárias. As autoridades e os moradores já fizeram um levantamento das placas. Em pouco mais de dois quilômetros entre o limite de BH e Nova Lima há 37 outdoors às margens da MG-030. Já no trevo do bairro Olhos D’Água são mais de 15 engenhos publicitários. Mas, de longe, o trecho mais cobiçado pelo mercado publicitário é a MG-010, no caminho para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, por onde circulam 100 mil veículos diariamente. Em trecho de apenas 20 quilômetros são 195 placas ao longo da via que atravessa os municípios de Pedro Leopoldo, Vespasiano, Lagoa Santa e Confins. A média é de uma placa a cada 100 metros.

Em entrevista à imprensa, o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior no Estado de Minas Gerais (Sepex-MG), Cláudio Valadares,  confirma a migração, beneficiada pela falta de legislação rígida e de fiscalização, praticamente inexistente. “As empresas que não se adaptaram às regras da Capital acabaram migrando para cidades com fiscalização menos eficiente”, afirmou Valadares em recente entrevista ao Estado de Minas.

Desde abril de 2010, com a reforma do Código de Posturas, Belo Horizonte decretou o fim da poluição visual, restringiu as regras para a instalação de outdoors e prometeu acabar com 85% dos cerca de 3 mil painéis que estavam instalados em ruas e avenidas, em especial dentro dos limites da Avenida do Contorno. Também ficou proibida a instalação de placas em bairros como Santa Tereza, Mangabeiras, Santa Lúcia e São Bento, em coberturas de edificações, dentro de lotes em obras, entre outras situações. Em linhas gerais, a instalação de engenhos na Capital é restrita a duas placas em lotes vagos, em vias de ligação regional ou arterial. Mas a regra é bem diferente quando se ultrapassam os limites de BH.



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